Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2012

Um amor feliz...


Pintura de Sergey Marshennikov



Dos meus lábios
ao teu beijo,
vai um sorrir,

Do teu corpo
ao meu desejo,
uma carícia,

Da minha paixão
ao teu furor,
vai um olhar,

Um roçar que seja,
embebido de malícia,
chega para nos transbordar,

Chega para nos verter
na profunda delícia,
de sentir.

Do primeiro momento
à hora de te deixar,
vai um instante,

Fica-nos o passo
a ensaiar partidas,
curto e relutante, na despedida,

Do meu querer ao teu gostar,
vai um carinho, grande e sereno,
…sempre a partir,

Viaja entre nós,
calma, …a certeza,

de um amor feliz.


(Bósnia 1996)


Poema de
Teresa Cunha



Ouvir o poema na voz de Luís Gaspar
Gentileza do Estúdio Raposa
(Desligar p.f. a música de fundo para ouvir o poema)

Sábado, 11 de Fevereiro de 2012

Carta de Um Contratado


(desligar, p.f., a música de fundo do blogue, para ouvir o vídeo. Obrigada)



Sábado, 28 de Janeiro de 2012

Silêncio e tanta gente


(desligar, p.f., a música de fundo do blogue, para ouvir o vídeo.Obrigada)

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

Amar


Imagem de Eylülün Hüzün

Só ama quem se entrega, quem se dá,
nada pedindo em troca,
quem, por onde quer que vá,
acima do mais coloca
o desejo de amar e ser amado
sem cuidar de inocência nem pecado.

Poema de
Torquato da Luz in "Por Amor e outros poemas"

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Sufocada


Mireya Juárez Noriega


Sufocada de poema a voz!
No oceano relâmpago atroz!
Ah! Se a alma cantasse,
Se nossos sonhos elevasse...
De nada a vida quereis.
Ah! Grito mudo que não entendeis.
E, silenciosa, a realidade observa.
E, silencioso, o sonho preserva...
E nasce...
Nasce...
Renasce!

Imagem e Poema de
Ana Tapadas

Sexta-feira, 23 de Dezembro de 2011

Natal


Fotografia pessoal



Não ouço, daqui, o repicar dos sinos,
nem os coros de natal, nem, sequer,
o alvoroço, que o meu riso de criança
transportava. Eu sei : a infância
perdeu-se no lugar onde nasci.
Contudo, a um canto da memória,
está, ainda, resistindo ao sono,
a menina que fui. E, ano após ano,
aguardo, com ela, um menino jesus,
para sempre adormecido no meu peito.

Poema de
Graça Pires in "Quando as estevas entraram no poema, 2005"

Domingo, 18 de Dezembro de 2011

Olhos de Vida...

Pintura de Guido Borelli


Vagueio num campo de flores azuis
enquanto aguardo o sono chegar
olhando a estrela que quero admirar.


Esta noite
voltei a ser a rapariga
que foge dos sonhos,
olhando os olhos da Vida,
mas que apesar de tudo
por ela quer ser seduzida
e deixar-se embalar.


Meu corpo de fogo
embala-se nas palavras de gelo
que lhe são sussurradas
e espanta-se
mais uma vez
por sucumbir a um dever
a que não estava destinada.


Boa noite.



Em dia de aniversário de casamento... num 18 de Dezembro algures no tempo...

Domingo, 13 de Novembro de 2011

Outono...



Há uma folha no vento
cor dos olhos da terra
ondula na aragem do tempo
onde a música é chuva
que limpa o pensamento.

Contempla a memória
na distância perdida e,
no pôr do sol da esperança,
o coração sente o apelo
do [a] mar
entre a fragrância das flores
que a brisa quer abraçar.

Terça-feira, 13 de Setembro de 2011

Quinta-feira, 8 de Setembro de 2011

"o silêncio e as palavras"



Percorro, passo a passo,
os sulcos dos migradores
de sonhos.
Reaprendo o ritual
dos presságios
para atravessar a noite,
deslumbrada e breve.
Posso, assim, iludir os gestos
mais suspeitos e escutar
o silêncio e as palavras
mutuamente se inquirindo.

Poema de
Graça Pires in “Uma extensa mancha de sonhos”, pág.48


(desligar a música do blogue ao fundo da pág. para ouvir o vídeo)